22 de outubro de 2011

Narrativa: O MISTÉRIO DO SENHOR DE SIPAN


Deixem essa escritora feliz! hehehe
Adoraria saber o que vocês acharam da narrativa que escrevi! 
Boa leitura!


"Nos Andes todos conheciam a lenda do Senhor de Sipan, contam que há muito tempo chegou à costa do Peru em Lambayeque um jovem chamado Naylamp. Governou no Vale do Sipan, no norte do Peru. Sua autoridade era incontestável, tinha três poderes: religioso, militar e civil. Morreu e deixou no seu lugar o filho para governar. Da antiga civilização Mochica ou Moche, que mais tarde dariam lugar aos Lambayeque, Chimus e finalmente aos Incas.Tudo era apenas uma lenda entre os indígenas andinos, história passada de geração a geração, como tantas outras. Mas com uma diferença: na primavera de 1987, 1700 anos depois, a persistente equipe de arqueólogos peruanos coloca um ponto final na dúvida da realidade da lenda, ao anunciarem uma das maiores descobertas arqueológicas da América no século XX. Era a primeira descoberta de uma múmia tão antiga nestas terras. Enterrada em um sarcófago de madeira a múmia estava rodeada de peças de ouro e prata, também havia pedras semipreciosas como a turquesa. A múmia acabou sendo considerada Patrimônio da Humanidade, pois contava um pouco da história das civilizações das Américas. Encontrava-se em um museu muito bem protegida. Era o orgulho do Diretor do museu que não cansava de dizer o quanto a obra era preciosa e valia milhões. Segundo ele, muito mais do que as jóias encontradas junto. Fomos chamados à região por que o museu havia sido saqueado! Levaram um único ornamento: a Múmia de Sipan! A maior descoberta havia sido roubada!
Segundo o Diretor era intriga da oposição. Os invejosos de Cusco, que não aceitavam o fato da múmia de Sipan ser muito mais valiosa do que uma múmia Inca. José meu chefe, era um grande investigador. Começou observando com sua calma habitual, o local.
Escuro, com aquela típica luz clara de museu, ia percorrendo os objetos até chegar ao local que deveria estar a múmia, tudo estava intacto, não era um saqueamento, pois só levaram um único objeto. Havia na sala um estranho aroma de vinho, provavelmente utilizado para disfarçar o mau cheiro que acabava tendo devido as antiguidades. O Museu de arqueologia contava com peças encontradas nas escavações de 87: máscaras, cerâmicas e jóias. Mas enquanto caminhava José percebeu algo reluzindo no chão, abaixou-se e pegou um anel... fez aquela cara que eu já conhecia: era uma pista! Havíamos encontrado uma pista importante! Ou melhor, ele havia encontrado.
Ao sairmos nos deparamos com Sandra uma das assistentes que trabalhava no museu, uma americanazinha, atrapalhada, loira, de olhos azuis que falava um espanhol enrolado. Mas foi possível compreender que ela estava reclamando com o namorado, guarda do museu, que ela havia perdido seu anel. José e eu nos entreolhamos e ela foi a primeira na nossa lista de suspeitos. A investigação estava apenas começando.
Percorremos o pátio externo do museu e em uma entrada nos fundos que parecia nunca ser aberta divido à ferrugem, percebemos algumas pegadas. José abaixou e pode identificar que uma delas era de um sapato Oxford. Seguimos ao encontro do Diretor que havia nos convidado a tomar uma bebida em um barzinho local, tudo estava muito atrasado no pequeno povoado de Lambayeque em Chiclayo. O Diretor perguntou se já havíamos encontrado alguma pista, José disse que precisávamos que o museu ficasse fechado até encontrarmos o culpado. Então, aquele homem de pele morena e baixinho começou a dizer que o museu precisava pagar suas contas, e se fechassem isso complicaria ainda mais. Novamente fez questão de afirmar que a obra roubada valia muito e que graças a sua perspicácia estava assegurada havia seis meses.
Pediu um vinho para esquentar nossos corpos e mentes. Ao primeiro gole levantou seus olhos negros e disse com uma calma que até então não tivera, que nos daria um dia para a investigação com o museu fechado, na manhã seguinte seria reaberto.
José e eu agradecemos seguimos por uma rua estreita e retornamos. Ao chegarmos deparamos com Jaqueline, a guia do museu. Na manhã daquele dia fora ela a primeira a perceber o roubo ao entrar na sala número 1. Trabalhava há três anos no local, estudou na Universidade Católica de Lima e depois retornou para sua cidade. Começo a trabalhar lá antes de Sandra e nunca simpatizou com a americana que tinha o cargo que ela desejava.
O guarda foi interrogado e disse que em um determinado momento da noite demorou-se um pouco no banheiro. Talvez foi nesse tempo em o bandido agiu, pois ele não escutou nada diferente e por isso não entrou na sala. Ficamos um pouco desconfiados, pois era quase impossível que ele não tinha visto absolutamente nada. Seria ele cúmplice no roubo?
A nossa maior dúvida continuava sendo como o bandido havia entrado se nenhuma das entradas foi arrombada. Sandra, Jaqueline, o Diretor e o guarda tinham a chave! Todos eram suspeitos! Mas no meio de tantos suspeitos era preciso organizar as pistas e separá-las em falsas e verdadeiras. Precisávamos imaginar por que alguém roubaria uma múmia histórica. Onde esconderiam uma múmia do século I ou II da nossa era? Quais os interesses por trás de um roubo arqueológico?
Passamos a tarde em silencio apenas observando e simulando os acontecimentos em nossas mentes. Eles não imaginavam que eram nossos suspeitos, apenas acreditavam que estavam colaborando para encontrarmos o ladrão. Por isso, precisávamos agir com cautela, um deles devia estar de olho na gente!
Trocamos algumas ideias entre nós dois e depois de pensar por um longo tempo, José já não tinha mais dúvida, havia encontrado o ladrão!
O cheiro de vinho na sala e depois o Diretor os convida para beberem um. Muito suspeito. A pista havia sido plantada para culpar o Diretor. O que o ladrão não esperava era que iriam ver as pegadas nos fundos do museu, pegadas Oxford, sapato impossível de encontrar no local em que estavam. Sandra havia dito que entrou pela frente naquela manhã, mas as pegadas estavam nos fundos, a americana era a única que poderia ter aquele sapato naquele fim de mundo.
Decidiu observar se ela ainda estava com ele, mas não estava. Precisava de provas quando se dirigiu à Jaqueline e pediu que ela o ajudasse a abrir a porta que dava para o depósito. Queríamos verificar todos os espaços do museu, para descobrir se havia alguma passagem secreta ou algo parecido. Apesar de haver a pegada na porta dos fundos, não havia marca de pneu ou de mais de uma pessoa. Se descobríssemos como a múmia foi retirada do museu, seria mais uma prova contra o ladrão.
Havia alguns entulhos em frente à porta e Jaqueline começou a retirá-los com nossa ajuda. Num momento de descuido a jovem acabou pisando no pé do investigador que ao olhar para baixo percebeu na jovem o sapato que ele procurava!
O mistério da Múmia de Sipan foi esclarecido, Jaqueline confessou o crime e também que plantou as provas para enganar o investigador. O sapato Oxford ela havia comprado em Lima- a capital do país, antes de ir viver em Chiclayo. O que queria era que um dos dois fosse afastado, então ela encontraria a múmia no subsolo -onde havia deixado- e conquistaria um cargo maior no museu".
FIM.

 Marli Carmen Jachnkee
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28 comentários:

  1. Vim…
    Gostei…
    Vou voltar...

    Um beijo da Nita.
    De boa tarde!

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  2. Interessante a narrativa e um trabalho investigativo. Parabéns!

    Bjs.

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  3. Olá Marli.
    Gostei demais, achei uma narrativa envolvente, mais uma vez parabéns!!

    Abçs!!

    http://devoradordeletras.blogspot.com/

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  4. Obrigada Nita!! Já passei para prestigiar teu blog! Bjs

    Marilene, obrigada por ler e comentar. bBijinhos e ótimo final de semana para você!


    Marco Antonio, muito grata pelo teu comentário! Beijinhos!

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  5. Oi Marli,

    Muito interessante mesmo, gostei muito.

    Obrigada pela visita

    Saudaçoes

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  6. Marli, como você já sabe, eu adoro histórias que envolve mistérios, suspense, etc. E quando se fala em múmias eu fico ainda mais instigado !
    Siga em frente, pois você leva jeito pra escrever coisas desse gênero ! Eu realmente gostei muito ! Meus parabéns !!! Bjs

    *
    http://www.historiasdoandrevicttor.blogspot.com
    *

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  7. Oi Escritora, uma honra ter tua visita aqui no blog! Fico feliz que tenhas gostado! Um beijão!


    Obrigada pelo incentivo, André!! Estou treinando em pequenos textos, pois no próximo livro quero colocar um pouco de mistério. heheehe Quero escrever mais e ver a opinião dos leitores. Obrigada por participar com teu comentário! Fico feliz!

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  8. Oie Marli, essa narrativa é interessantíssima, amei!! Uma história curta e mto bem articulada, parabéns!!

    bjiimm e ótima noite

    http://meuamorpaquistanes.blogspot.com/

    http://muslimahfashionn.blogspot.com/

    @AndrezaHana

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  9. Oi Andreza, obrigada por deixar teu comentário!! Beijinhos!

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  10. Olá, vim aqui agradecer sua
    visitinha no meu blog, passei um bom tempo
    sem entrar. Me desculpa a demora!
    Obrigada pelo carinho!

    Seguindo aqui.
    Beijos e fique com Deus*

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  11. Gostei muito daqui, parabéns
    beijos, Selene
    http://modaeeu.blogspot.com/

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  12. Olá!!
    Achei muito interessante!! bjinhos

    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com

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  13. Oi Gisele...bem-vinda!!! Bjs

    Catlin, fico feliz que tenha gostado!!! Beijocas!

    Nessa, obrigada pelo comentário!! beijinhos

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  14. Vamos fazer algo para que esse mundo fique melhor?

    o Xingu pede socorro!

    Confira e participe!
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  15. Oi Cláudia, obrigada pela visita!Bjs

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  16. Marli!
    Não me diga que vc ainda não me viu????
    Minha fotinha já estava disponível. Todos os ingredientes estão liberados...."Quero muito participar da promoção"
    Bjos Luiz

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  17. hahahahah agora eu encontrei...beijinhos

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  18. Oi Marli,

    Tudo bem? Eu li gostei da narrativa, mas....rsrsr...eu sempre tenho um mas. Mas eu acho que poderia ter um pouco mais de suspense no final...nossa daria para desenvolver mais ainda, se os sapatos fossem encontrados no depósito...kkkk...mania de leitor que gosta de imaginar finais diferentes....eu estava até esperando a passagem secreta...onde estaria a múmia e o Diretor ficaria resolvido a descobrir o culpado que lhe deu tanto susto e trabalho, além de muito transtorno....ta vou para por aqui, minha mente é imaginativa demais...kkk

    Mas mesmo assim saiba que adorei...beijokas elis!!!!

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  19. Elis!! Muito obrigada! Era exatamente esse tipo de opinião que eu esperava!! Obrigada!!! uipiiiiiiiiiiiiiii!!!

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  20. Ola Marli venho aqui agradecer a visita no meu blog e gostei da historia comecei a ler e pensei que fosse um documentário, mas continuei a ler percebi que era uma narrativa investigativa gostei muito.
    Venho em nome do Clube dos Novos Autores agradecer a sua participação, lá também.
    Abraços fraternal.
    Amandio Relações publicas Clube dos Novos Autores http://clubnovosautores.blogspot.com/

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  21. Olá Amandio...grata pela visita e comentário!! Abraço!

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  22. Marli!
    Sou fascinada pela cultura Inca, Maia, Asteca... um dos meus sonhos é visitar o Peru um dia. Já comecei a me agradar daí...
    Mistério, suspense é sempre importante em uma trama.
    Pronto! Sucesso!
    Parabéns!
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com/

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  23. Realmente, a natureza humana é impar nesta questão da ambição a qualquer custo pelo benefício próprio; um velho brocardo, se me permite: "O homem vale pelos bens cujo possui e pelo mal que pode causar."; mas veja que há aqueles que possuem dinheiro e poder, entretanto sabe que ao final só restará isto, trapos e obras pessoais, não me refiro as materiais; este é o seu legado; a história não faz justiça nem tão pouco testemunha fatos, senão apenas a registram, pois a verdade é a revelação ao ser; não é real, é apenas um consenso. Salve os escritores de todo gênero e espécie para resguardar a verdade real ou mais próxima desta ou talvez a verdade figurada em contos interessantes; os grandes mistérios em verdade são aqueles que são simples e está a vista, entretanto só os revelamos quando chegamos ao fim da história, aí de tão obvia, nos damos a fazer críticas, certamente positivas; mas é como a ciência, as grandes descobertas são as mais simples; bom é dizer uma missão honrada e dignificante a sua.

    Sem dúvidas enxerguei as mensagens sublineares do texto; obrigado por compartilhar.

    Abraços e sucesso.

    http://ondeoventofazacurvalagoinha.blogspot.com/2011/10/un-helicoptero-se-desplona-en-calles.html#comments

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  24. Me has cautivado con tu relato Marli.Sabes describir y narrar con tal hechizo que transportas al lector más allà de todo instante presente.Gracias por tus plabras.Saludos poéticos.

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  25. Olá Marli, desejo que tudo esteja bem, contigo!

    Belo texto, com uma narrativa envolvente. Gostei mesmo muito bom, parabéns!
    E nesta sua narrativa, demonstra mais uma vez do que é capaz o ser humano para saciar a própria vaidade.
    E por cá venho sempre agradecido por tuas tão generosas visitas e comentários por lá, gostei deveras, e também sou grato pelos elogios que fez em seu comentário, e assim desejo a você e todos ao teu redor um intenso e feliz viver, enorme abraço e até mais!

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  26. Olá Sérgio..grata pela vista e comentário!! Beijinhos para vc e uma semana alegre!

    Hola Juan!! Que lindo tu escrito...me ha gustado mucho. Siempre eres bien venido! Besitos y un deseo de una semana fructífera para usted!

    Sotnas!! Que bom que você gostou....da narrativa e do comentário que deixei no teu blog! Abraço!!

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  27. Que texto interessante! Parabéns pelo talento!
    Bjs.

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  28. Olá Tânia,..fico feliz que tenhas gostado! beijinhos!

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Obrigada por sua visita e por seu comentário!

Beijinhos!

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