Hoje vou mostrar para vocês alguns contos de fadas que
comprei quando vivi em Cusco no Peru.
Aliás, porque aquele país tem esse nome? Dizem que os nativos
pescadores da costa do pacífico tiveram contato com os estrangeiros do Velho
Continente e segundo dizem, estavam em busca de um grandioso império que não
lhes faltava ouro e prata e que chamaram de “Virú”, tornando-se “Peru” – por
causa dos processos da pronuncia.
Bem, vamos para o meu livrinho que conta como surgiu o Império
Inca para as crianças e tem páginas para colorir. Podendo ser encontrado
facilmente em Cusco.
Gostaram? Quem gostou deixa um comentário!(hehehe)
Amigo secreto: no final do
ano participei de um amigo secreto e eu adorei a pessoa que peguei!! Foi a
querida Francielle de Oliveira,olha o que ela ganhou:
“Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.”
Eu adoro o conto UMA GALINHA de Clarice Lispector! Para quem ainda não sabe, a autora nasceu na Ucrânia e naturalizou-se brasileira. Seus textos sempre estão sendo estudados e analisados por alguém, em diversas partes do mundo.
Clarice é internacional!
Em poucas páginas a autora nos apresenta uma trama envolvente.
Vamos conferir?
Uma Galinha:
"Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.
Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.
Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto vôo, inchar o peito e, em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou — o tempo da cozinheira dar um grito — e em breve estava no terraço do vizinho, de onde, em outro vôo desajeitado, alcançou um telhado. Lá ficou em adorno deslocado, hesitando ora num, ora noutro pé. A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa, lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar, vestiu radiante um calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos cautelosos alcançou o telhado onde esta, hesitante e trêmula, escolhia com urgência outro rumo. A perseguição tornou-se mais intensa. De telhado a telhado foi percorrido mais de um quarteirão da rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida, a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar, sem nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E por mais ínfima que fosse a presa o grito de conquista havia soado.
Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre.
Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se poderia contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.
Afinal, numa das vezes em que parou para gozar sua fuga, o rapaz alcançou-a. Entre gritos e penas, ela foi presa. Em seguida carregada em triunfo por uma asa através das telhas e pousada no chão da cozinha com certa violência. Ainda tonta, sacudiu-se um pouco, em cacarejos roucos e indecisos. Foi então que aconteceu. De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez fosse prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, parecia uma velha mãe habituada. Sentou-se sobre o ovo e assim ficou, respirando, abotoando e desabotoando os olhos. Seu coração, tão pequeno num prato, solevava e abaixava as penas, enchendo de tepidez aquilo que nunca passaria de um ovo. Só a menina estava perto e assistiu a tudo estarrecida. Mal porém conseguiu desvencilhar-se do acontecimento, despregou-se do chão e saiu aos gritos:
— Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! ela quer o nosso bem!
Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste, não era nada, era uma galinha. O que não sugeria nenhum sentimento especial. O pai, a mãe e a filha olhavam já há algum tempo, sem propriamente um pensamento qualquer. Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha. O pai afinal decidiu-se com certa brusquidão:
— Se você mandar matar esta galinha nunca mais comerei galinha na minha vida!
— Eu também! jurou a menina com ardor. A mãe, cansada, deu de ombros.
Inconsciente da vida que lhe fora entregue, a galinha passou a morar com a família. A menina, de volta do colégio, jogava a pasta longe sem interromper a corrida para a cozinha. O pai de vez em quando ainda se lembrava: "E dizer que a obriguei a correr naquele estado!" A galinha tornara-se a rainha da casa. Todos, menos ela, o sabiam. Continuou entre a cozinha e o terraço dos fundos, usando suas duas capacidades: a de apatia e a do sobressalto.
Mas quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê-la esquecido, enchia-se de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga — e circulava pelo ladrilho, o corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena cabeça a traísse: mexendo-se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já mecanizado.
Uma vez ou outra, sempre mais raramente, lembrava de novo a galinha que se recortara contra o ar à beira do telhado, prestes a anunciar. Nesses momentos enchia os pulmões com o ar impuro da cozinha e, se fosse dado às fêmeas cantar, ela não cantaria mas ficaria muito mais contente. Embora nem nesses instantes a expressão de sua vazia cabeça se alterasse. Na fuga, no descanso, quando deu à luz ou bicando milho — era uma cabeça de galinha, a mesma que fora desenhada no começo dos séculos.
Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos."
(Retirado do livro: Laços de Família- Clarice Lispector- página
30-33.)
Como seria um dia perfeito para você? Para o escritor Robert Harlan seria repleto
de turnês pelo país para divulgar seu livro. Mas qual livro se ele não tinha
nenhum publicado ainda? Inspirando-se na história de amor e sofrimento da sua
esposa com a morte do pai dela, ele escreve um lindo romance que a deixa
emocionada e maravilhada. Depois de várias tentativas, consegue uma agente
literária que acredita no potencial de seu livro e o indica para uma editora
que aceita publicá-lo.Para a imensa alegria do jovem escritor sua agenda passa a ficar recheada de encontros com leitores. Longe da família e da sua cidade ele vai se
distanciando da esposa e da filha.
O caminho, agora desgovernado, de Robert encontra a de um
estranho que o mostrará o que realmente tem valor na vida.
Um filme lindo para quem tem metas, em especial, para todos
que desejam um reconhecimento com um livro. (como eu)
Vocês vão querer assistir ao filme?
Deixe um comentário, sua opinião é muito importante.
Beijinhos e obrigada.
Marli Carmen P.S: Pessoal, ao abrir a página do blog vem uma mensagem pedido e-mail e senha? Será que é vírus...
Venho mostrar para vocês mais um livro que chegou em parceria com a Editora Sextante.
Sinopse - O Símbolo Perdido - Dan Brown
Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas. Em O símbolo perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico. O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está. Nas mãos de Dan Brown, Washington se revela tão fascinante quanto o Vaticano ou Paris. Em O Símbolo Perdido, ele desperta o interesse dos leitores por temas tão variados como ciência noética, teoria das supercordas e grandes obras de arte, os desafiando a abrir a mente para novos conhecimentos.
Alguém gosta de livros assim? Beijinhos no coração e uma ótima semana para todos.
Sabe aquele livro cheio de conhecimento e ao mesmo tempo
certo ar de mistério? Pois bem! Assim é O Mundo de Sofia.
Enquanto lia e aprendia sobre a história da filosofia, ia
tentando compreender qual era o mistério por trás da trama muito bem elaborada.
O livro conta a vida de uma menina de 15 anos que vive com
sua mãe em uma cidade da Noruega. Ela é uma menina com uma vida normal, vai
para a escola, volta para casa e assim por diante. Até que um dia a jovem Sofia
recebe uma carta misteriosa com
perguntas misteriosas! E pouco a pouco - através das cartas - ela vai
recebendo informação sobre a filosofia e sua história.
De repente, os questionamentos feitos para Sofia levam a
perceber que as pessoas se preocupavam muito com coisas banais.
O mistério do livro envolve diretamente a jovem Sofia. Você
vai querer saber qual é?
O livro é muito bom e eu super recomendo. Tem uma frase
assim: "Afinal, quem é você?"
Saberias responder, caro leitor?
Leia O MUNDO DE SOFIA! Um livro
maravilhoso e indispensável.
Olá! Bom domingo para todos! Vamos para o resultado do sorteio Janeiro Feliz! Quem será o sortudo ou sortuda? Enviarei um e-mail solicitando o endereço.
Percebi que o blog tem seus leitores fiéis e a cada dia chegam novos. Nos comentários os leitores demonstram gostar das minhas leituras. Decidi fazer o Top Comentarista para compartilhar um livro com vocês!O que acham?
Vai funcionar assim:
1-Precisa seguir o blog.
2-Preencher o formulário Rafflecopter .
3-Comentar em TODAS as postagens de Fevereiro. 4- Deixar seu e-mail nessa postagem. 5- Residir no Brasil.
Dois livros que chegarão na sua casa. Um livro é em parceria com a Arqueiro, a Editora enviará, o outro é meu autografado! Eba!
Gostaram? Queria fazer algo para vocês. É minha singela maneira de agradecer o imenso carinho que vocês demonstram e as inteligentes participações nos comentários. Gosto muito de ler o que vocês escrevem. Valendo para postagens de Fevereiro. Precisa comentar em TODAS, ok? Beijinhos. Perdeu a postagem de ontem? Aqui:http://marlicarmenescritora.blogspot.com.br/2013/02/chove-sobre-o-campanario.html
Oi queridos leitores. Tanta gente diferente frequentando o blog que decidi reprisar essa postagem. Primeiro vamos escutar a música e depois( se quiserem) ler o texto que escrevi?
"Dando apenas
uma olhada superficial na letra, parece apenas um grupo cantando sobre alguém
que já morreu: “chove sobre o campanário, alguém morreu”. Parece recordar as
memórias de alguém cujo nome está bem específico na letra.
Olhando para o
contexto histórico, é importante saber que a letra foi escrita em 1995 por um
grupo mexicano, sobre um fato ocorrido em 1988, nos confins da Amazônia
brasileira, em uma cidadezinha chamada Xapuri, no Acre.
Durante aquele
período, ninguém escreveria uma canção falando sobre a luta deste homem, pois
seus esforços geralmente eram abafados pela mídia nacional, mas muito aclamado
pela internacional. Até quando Chico Mendes recebeu ameaças de morte, tanto a
polícia quanto a mídia deram às costas ao caso. Esta mesma mídia e polícia,
depois da desgraça que acarretou a morte do seringalista, desejavam que o
assunto morresse com ele. Mas a mídia internacional fez disto uma manchete
mundial!
Sendo assim,
os esforços deste brasileiro, ultrapassaram as fronteiras e as gerações. É importante
ter em conta, que a imprensa internacional, favoreceu muito a Chico Mendes,
portanto, não é estranho escutar mexicanos cantando uma canção sobre ele.
Para entender
o contexto histórico e a denúncia contida na letra da música é preciso saber
mais que o simples fato de Chico Mendes ter sido brasileiro, seringalista que
lutou e morreu pela defesa da preservação da Floresta Amazônica. É preciso
saber que: os seringalistas viviam suas vidas de homens da floresta até que, os
donos das terras em que eles retiravam o látex para a fabricação da borracha,
decidiram vende-las aos fazendeiros do sul, para o pastoreio de gado.
Estariam os
seringalistas sem sustento nem teto, teriam que lutar ou lutar. Não havia
muitas opções. Chico Mendes foi um destes homens, aliás, aquele que mais se
destacou. Esse movimento que parecia inofensivo acabou ganhando forças
internacionais. E é claro, começou a incomodar os ricos fazendeiros, que
influenciavam a política.
Chico àquela
altura, já estava até ganhando prêmios internacionais por sua causa de luta
ambiental. Dentro do Brasil, pouco se falava sobre este homem. Foi aí que, ele
começou a receber inúmeras ameaças de morte. Com o destaque internacional, que
ele possuía, os Bancos Estrangeiros deixaram de emprestar dinheiro para a
construção de estradas ou qualquer outra coisa que pudesse prejudicar a
Floresta Amazônica. Isso deixou muitos empresários e políticos nervosos. Dentro de seus planos políticos estavam as
promessas de levarem progresso onde ainda não havia. Daí a menção na música: “ele
morreu a sangue frio, sabia Collor de Mello e também a polícia.” Chico
avisou a polícia e a imprensa de que estava marcado para morrer, mas ninguém
deu muita importância. Menciona-se também, o punho leve do Presidente em
relação aos criminosos, depois do ocorrido. Pois em 1988 o Presidente era José
Sarney, e durante o julgamento era o Collor. Os acusados do crime, pai e filho
foram condenados à prisão dois anos depois da morte do seringalista. Fugiram da
cadeia e foram presos novamente. Hoje, já estão em liberdade.
A parte em que
falam: “ele deixou dois lindos filhos, uma esposa valiosa”, destaca o fato de
Chico ser um homem como qualquer outro, tinha sua família e seu trabalho, mas
como poucos, fez algo realmente grande! Ele decidiu lutar por aquilo que
julgava ser certo. E até hoje falasse nele, escrevem livro sobre este homem, ou
até mesmo canções! Isto tudo, em diversos lugares do Mundo!
Para
finalizar: “quando os anjos choram” é uma metáfora, pois na Amazônia chove
muito, e poeticamente os autores querem dizer que a chuva são as lágrimas dos
anjos, por tanta injustiça ocorrida naquelas terras. Por tantas mortes
inocentes! Os autores, por fim, acabam desejando com essa música, fazer uma
homenagem para Chico Mendes, seringueiro e brasileiro!"
O que você achou? Deixe seu comentário.
Caso desejar que eu visite ou siga seu blog, primeiro faça um comentário com conteúdo aqui na postagem. Eu visitarei assim que possível. Obrigada.