29 de junho de 2012

Minha caixinha de correio!!

Olá amigos.
Na minha caixinha de correio da semana recebi os dois livros que vocês podem ver na foto.
Fiquei mega feliz!!!
Um grande beijo,
Marli Carmen

22 de junho de 2012

Lendo...


Estou lendo " PARA LER LITERATURA COMO UM PROFESSOR", estou bem no início da leitura, mas assim que terminar deixo um comentário.
Beijinhos
Marli Carmen.



Recomendo!

20 de junho de 2012

E aí?



Gente!!! Tenho que compartilhar essa imagem!!!!
Eu achei muuuuuuuuuuuuuuito linda essa casinha!!!!
Faz refletir sobre o capricho do ser humano...com restos de madeiras eles criaram um lugar muito acolhedor!!!

Muito bonito!!!

O que vcs acharam?

Beijinhos

Marli Carmen
JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

19 de junho de 2012

Olá queridos!
Quando a vida está muito agitada, muitas coisas para fazer, ficamos....doentes!
Isso acontece porque deixamos de nos alimentar bem e a nossa imunidade fica baixa e o vírus vem com força total! rsrsrsrs
Pegar gripe aqui no sul é uma preocupação...com tantas mortes devido a Influeza A( H1N1) o povo fica preocupado, sabe! Mas todos os meus sintomas são de gripe comum, por isso estou tranquila.
Assim estou eu....uma semana antes da Banca, me sinto doentinha, com a garganta inflamada, muita tosse...agora preciso me recuperar rapidamente para conseguir cumprir  todos os compromissos.
Um beijinho para vocês, amores!
Marli Carmen.

16 de junho de 2012

(pintura: Marli Carmen)



EGITO- Francisca Júlia da Silva

Mármores (1895)

No ar pesado, nenhum rumor, o menor grito;
Nem no chão calvo e seco o mais pequeno adorno;
Um velho ibe somente arranca um raro piorno
Que cresce pelos vãos das lájeas de granito.


A aura branda, que vem do deserto infinito,
Arrepia, ao de leve, a água do Nilo, em torno.
Corre o Nilo, a gemer, sob um calor de forno
Que, em ondas, desce do alto e invade todo o Egito.

Destacando na luz, agora o vulto absorto
De um adelo que passa, em caminho da feira,
Dá mais um tom de mágoa ao vasto quadro morto.


Bate na areia o sol. E, num sonho tranqüilo,
Pompeia, ao largo, a alvura uma barca veleira,
A tremer, a tremer sobre as águas do Nilo.

15 de junho de 2012

Lançamento da Arqueiro

13 de junho de 2012

Olá, queridos.
Hoje vou postar a tradução de um conto, da querida Kate Chopin, que encontrei na internet.
Logo abaixo do texto a minha singela opinião para vocês.



A Liberdade Roubada por Fernanda Graciosa Botelho

Sabendo que a sra. Mallard tinha um problema de coração, tomou-se um grande cuidado para dar-lhe a notícia, da melhor maneira possível, sobre a morte do marido.
Foi sua irmã Josephine quem lhe contou, usando frases incompletas e dicas ocultas que se revelaram por meias-palavras. O Richards, amigo de seu marido, também estava lá, perto dela. Foi ele quem recebeu a notícia, lá no jornal, sobre o desastre na ferrovia, o qual apresentava o nome de Brently Mallard no topo da lista de “mortos”. Teve tempo, apenas, de se convencer da veracidade do ocorrido por um outro telegrama e apressou-se para ser ele a dar a triste notícia à esposa do amigo.
Ela não ouviu a história como as outras mulheres: com enorme dificuldade em aceitar o que aquilo significava. Ela chorou nos braços de sua irmã, com um grande e repentino sentimento de abandono. Quando aquela chuva de lágrimas terminou, a sra. Mallard retirou-se para o quarto. Ela não quis que ninguém a seguisse.
Sentou-se numa poltrona grande e confortável que estava voltada para a janela. Afundou nela, sentindo a pressão da exaustão física que consumia o seu corpo e parecia alcançar a alma.
Ela via, na praça em frente à sua casa, árvores repletas de vida, indicando a primavera - com aquele cheiro gostoso de chuva no ar. Numa rua abaixo, um vendedor ambulante falava alto, para vender as suas mercadorias. Ela ouvia vagamente as notas de uma música que alguém cantava à distância e ouvia também vários pardais cantarolando no beiral.
Havia manchas de céu azul aqui e acolá, por entre as nuvens que haviam se encontrado. Empilhando-se umas sobre as outras no lado esquerdo da janela.
Sentou-se com a cabeça apoiada na almofada de sua poltrona, quase que imóvel. Exceto quando vinha um soluço e fazia-a mexer feito uma criança que adormecera chorando e continuava a soluçar em seus sonhos.
Ela era jovem, com um rosto angelical cujas linhas refletiam repressão e até uma certa força. Mas, agora, havia um olhar vazio em seu rosto, cujos olhos fixavam-se ao longe, numa daquelas manchas de céu azul. Não era um olhar de reflexão, mas sim, um olhar sem conteúdo.
Havia algo chegando para ela, e ela o esperava receosa. O que seria? Ela não sabia: era muito sutil e evasivo para nomear. Mas ela o sentia aproximando-se pelo céu, através do som, do cheiro e das cores que preenchiam o ar.
Agora, seu peito arfava desordenadamente. Ela estava começando a reconhecer o que se aproximava para possuí-la e, com todo o seu ser, esforçava-se para combatê-lo – tão ineficaz quanto as suas mãos finas seriam. Quando ela desistiu, seus lábios entreabertos deixaram escapar uma palavra, que foi repetida muitas vezes.
-- Livre, Livre, Livre.
O olhar vazio e aterrorizado se foi. Seus olhos tornaram-se alertas e brilhantes. Sua pulsação era rápida e seu sangue fervia, relaxando cada parte do corpo.
Ela não queria saber se aquilo era ou não uma enorme alegria que a envolvia. Com uma percepção clara e exaltada, ela descartou essa possibilidade. Ela sabia que choraria de novo quando visse aquelas mãos delicadas e generosas recolhidas em seu leito de morte, aquele rosto que nunca ficara bem com outro amor além do dela, que agora estava imóvel, pálido. Mas ela enxergava muito além daquele momento de dor; um longo período de anos que pertenceria somente a ela. Com isso, a sra. Mallard abriu os braços para dar-lhes as boas-vindas.
Não haveria mais a quem se dedicar: ela viveria somente para si. Não haveria outro desejo além do dela competindo para ser realizado, como acontece com homens e mulheres que acreditam ter o direito de impor o seu próprio desejo ao do companheiro. Tenha ocorrido o fato por boa ou má intenção, este lhe pareceu um crime como outro qualquer até mesmo naquele momento de luz.
E, ainda assim, ela o amara... algumas vezes. Freqüentemente, não. O que isso importava?! O que o amor, o maior dos mistérios, poderia valer naquele momento de auto-afirmação, que reconheceu ser o mais forte impulso de sua vida.
-- Livre! De corpo e alma, livre! – ela continuava a sussurrar.
Josephine estava ajoelhada do outro lado da porta, com os lábios grudados na fechadura, implorando para entrar.
- Louise, abra a porta! Eu lhe imploro! Abra a porta! Você vai fazer mal a você. Louise, o que você está fazendo? Pelo amor de Deus, abra a porta!
- Deixe-me! Eu não estou me fazendo nenhum mal! – Não, ela estava bebendo o elixir da vida através daquela janela aberta.
Sua imaginação corria solta sobre aqueles dias que viriam. Dias de primavera, verão... todos os dias seriam só dela. Ela pediu rápido e baixinho que sua vida fosse longa. Ontem mesmo, ela pensara, com um jogo de ombros, que sua vida poderia ser longa.
Levantou-se e abriu a porta para a sua irmã entrar, depois de tanto importunar. Havia um brilho de vitória em seu olhar e ela se portava como uma verdadeira vencedora. Ela abraçou a cintura da irmã e, juntas, desceram a escada. Richards estava esperando por elas ao término dos degraus.
Alguém estava abrindo a porta da frente com a chave principal. Era Brently Mallard, quem chegara - um pouco sujo e amassado pela viagem, carregando o seu saco de roupas e um guarda-chuva. Ele esteve longe do local do acidente e nem sabia que tinha ocorrido um. Impressionou-se com o choro convulsivo de Josephine e o movimento rápido de Richards para escondê-lo da esposa.
Mas Richards demorou muito.
Quando os médicos chegaram, falaram que ela morrera do coração, de tanta emoção.


Minha opinião:
A ironia de um destino, assim poderíamos começar a falar do texto da escritora Kate Chopin “ The Story of na Hour”. Mas a verdade é que nesse texto magnífico, não há somente isso. Nas linhas muito bem elaboradas, com frases excessivamente reflexivas, Chopin aborda o tema  da sociedade patriarcal ao qual a personagem está inserida
A autora consegue entrar na mente do personagem e narra por ele de uma maneira que agrada o leitor. Isso não é muito fácil de fazer, principalmente se levamos em conta que há dois processos narrativos no texto: um ela narra a situação, outro ela narra os sentimento da personagem- aquilo que está passando dentro da sua alma. Na minha opinião, o que eu achei muito interessante é que a autora além de mudar o enfoque, ela não se mete dando opinião, apenas narra o que está passando dentro da personagem. Eu achei magnífico, porque apenas nós leitores, sabemos o real motivo da morte da personagem. Todos os outros envolvidos na trama não sabem. Apenas nós e a escritora.
No momento em que ela diz “ Livre, livre, livre.”-  podemos compreendê-la, pois ela vivia em uma sociedade em que mesmo que o esposo a respeitasse, mesmo que ele não fosse agressivo, ela sempre teria de baixar a cabeça. Sempre. Ela como um Ser, não tinha liberdade. Na casa dos pais, obedecia e cuidava do pai, só saiu de casa para o casamento, passou a obedecer e cuidar do esposo. Vivia como todas as outras mulheres, uma vida passiva e submissa. É interessante, pois sabemos que aquilo a molestava, por que foi a primeira coisa que sentiu: liberdade. A falta disso, a sufocava, provavelmente.
É um texto rico, psicologicamente e historicamente.
Marli Carmen.


Gostaram?
Gostaria de saber a opinião de vocês.
Beijos

12 de junho de 2012

Entrevista

Quer conferir a entrevista?
Então..acesse:

http://www.leandro-de-lira.com/2012/06/2-entrevista-com-autora-marli-carmem.html#comment-form


Beijos,
Marli Carmen

8 de junho de 2012

Vencedora do Prêmio Top Comentarista.

Olá amigos.
Há um tempo atrás eu fiz aqui no blog o Prêmio Top Comentarista.
Quem levou a caneca personalizada do livro foi a Rudynalva.
Vou colocar uma fotinho aqui para vocês conhecerem.
Beijinhos no coração,
Marli Carmen

7 de junho de 2012

Inverno aconchegante...

Um vento frio veio visitá-los após o almoço. Vó Cristina fez bolinhos de chuva para os três, e para aquecer o casal, um cafezinho coado na hora. Para Jê o chocolate quente que ele gostava. O garotinho sentou-se entre os dois na poltrona e juntos saborearam o delicioso lanche e momento. Aquilo era amor. Aquele momento estava repleto de amor. Era só uma criança e não tinha certeza a respeito de muitas coisas. Olhou para vó Cristina e depois para vô Alfredo, e sorriu antes de dar um gole no chocolate fumegante, que aquela senhora ao seu lado, preparara para ele. Podia não saber muito sobre o mundo, e nem o por quê disso ou daquilo, mas tinha certeza que amava muito aqueles dois ao seu lado. Eram seus avós queridos. Para sempre, seus queridos avós. Que bom que a mãe o levara para passar o domingo com eles. É, que bom! Conversou com o avô, almoçaram juntos, ajudou a avó a limpar a cozinha e dividiram os bolinhos de chuva. Era tão simples, pegar da mesma tigela e comer. Dividir os bolinhos de chuva! No caminho para casa, olhava com felicidade os morros verdejantes, o movimento que o vento fraco causava nas plantas, as casas coloridas a enfeitar a paisagem no inverno. Envolto no casaco que a avó emprestara, para que ele não ficasse doente, sentia- se feliz e aquecido. Com a alma mais leve do que quando acordara naquela manhã. Os anjos trabalharam a seu favor naquele dia. Eles sempre estavam por perto, abraçando e protegendo os que se permitiam.
M.C.Jachnkee


6 de junho de 2012

Olá, amigos O frio veio nos fazer uma visita. Com tantos trabalhos para fazer da Universidade, o jeito é colocar uma mantinha e estudar. Quem sabe uma paradinha para comer pinhão- alimento que simboliza a chegada do inverno. Mas enfim, aproveitar. hehehe Beijinhos quentes para vocês. Marli Carmen

2 de junho de 2012

O QUE ANDAM FALANDO POR AÍ....

"Na medida em que avançava a leitura me surpreendia mais com as histórias do Amazonas, estado esse que eu conhecia tão pouco. Marli foi excepcional em seu estudo para a conclusão desse livro, não foi uma leitura qualquer de ficção, foi de ensinamento sobre a cultura do Amazonas."- escreveu a leitora Janna do blog: Livros Pura Diversão

"Cada página nos prende ao irmos conhecendo melhor os personagens e acompanhando suas mudanças. Com muita sensibilidade, originalidade e ousadia, Marli nos apresenta um lado inexplorado de uma terra rica e infelizmente subestimada. Com um desfecho inteligente e instigante, o término da leitura de Amazônia nos cativa no delicioso desejo por mais!" - escreveu a leitora Nanda do blog Da Nanda







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